O objetivo deste “post” é esclarecer os colegas veterinários sobre o uso prático da citocentrífuga nas amostras de líquidos obtidos de pacientes na prática clínica veterinária, sem se delongar nos detalhes da física de fluídos e centrifugação.
Nossa citocentrífuga apresenta a capacidade de usar uma pequena quantidade de líquido para a efetivação do exame, sendo que os volumes podem variar de 0,2 a 1,0 ml, conforme a quantidade de células em suspenção na amostra. Este fato se deve ao uso de um meio absorvente entreposto à lâmina e funil de concentração.
É frequente na prática da medicina veterinária a obtenção de amostras de líquidos pleurais, abdominais, pericárdicos, sinoviais, lavados traqueobrônquicos, lavados orais, uterinos e de líquor com concentração muito baixa de células, o que, por vezes, impede a análise citológica e mesmo diferencial do fluído em questão, ou por não haver quantidade de células quantificáveis em uma extensão (esfregaço) ou porque as células em questão estão dispersas nas lâminas, impedindo sua caracterização e interpretação de forma adequada.
Em medicina veterinária, tem-se feito o uso da citocentrífuga, principalmente na avaliação do trato respiratório de equinos, porém o uso desta técnica é ampla e pouco explorada. Apenas poucos laboratórios fazem o uso deste equipamento devido ao custo do investimento.
A citocentrífuga tem a capacidade de produzir a concentração de células de um líquido em uma pequena região da lâmina de microscopia, permitindo a visualização do conjunto de células contidas no fluído e desta forma tornando uma amostra, que anteriormente não seria quantificável/qualificável morfologicamente, mais fidedignamente analisada.
O processo de análise das células obtidas por esta técnica deve ser criteriosa, pois com o processo de citocentrifugação, algumas alterações morfológicas podem ocorrer se o emprego da força e tempo de centrifugação não forem bem empregadas e que em nosso laboratório é minimizado pela relação, velocidade X tempo de centrifugação, uma vez que nossa máquina permite usar de 1 a 30 minutos à velocidade de 100 a 2000 RPM.
Para o uso prático e rotineiro desta técnica, fatores pré-analíticos devem ser observados, como:
- Enviar amostra fresca, conservada sob refrigeração, evitando o contato com o gelo;
- Enviar amostra líquida isenta de coágulos, e para tanto se deve fazer o uso de tubos de colheita, tanto sem conservantes quanto o tubo contendo EDTA.
Amostras isentas de EDTA produzem células com melhor qualidade morfológica, porém o EDTA é fundamental para evitar coagulação, principalmente em transudatos modificados e exsudatos.
IMPORTANTE! Lesões neoplásicas císticas não devem ter somente o líquido cavitário examinado, pois tais fluídos poderão conter apenas debris celulares (restos necróticos) e células inflamatórias, mascarando o processo neoplásico confinado ao tecido ou parede do cisto. Nestes casos o cisto deve ser esvaziado e serem produzidas lâminas, usando as técnicas convencionais de citologia aspirativa, obtendo-se material tecidual (parede ou tecido circunjacente) para efeito diagnóstico.
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segunda-feira, 27 de junho de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
Como faço para enviar materiais à distância?
Enviar materiais para exames histopatológicos ou citológicos estando em outras cidades ou estados é muito fácil, basta observar as indicações abaixo:
Após fixar o tecido em frasco de boca larga, resistente e bem vedado:
Atenção! Tome cuidado para não haver contaminação de vapores de formol em lâminas para citologia, o que inviabiliza o exame citológico.
Após secar as extensões com o material colhido, colocá-las em porta-lâminas bem vedado e:
Envie o pacote para:
Atenção! Tome cuidado para não haver contaminação de vapores de formol em lâminas para citologia, o que inviabiliza o exame citológico.
- Imprima uma ficha de solicitação do blog e preencha. Esta ficha deve acompanhar o material a ser enviado;
- Acondicione material de maneira apropriada (veja mais abaixo);
- Escolha a melhor forma de envio: FEDEX, SEDEX, motoqueiros...;
- Envie o material para:
CAIP – Centro Avançado de Imagem e Patologia Veterinária Ltda.
Rua Luiza Grinalda, 550 - Lj 04
Vila Velha – ES
CEP: 29.100-240
5. Mantenha com você o protocolo do envio.
ACONDICIONAMENTO DE AMOSTRAS PARA ENVIO À DISTÂNCIA - HISTOPATOLÓGICO
- Acondicione-o frasco em uma caixa resistente (pode-se usar caixas de papelão firme ou mesmo de isopor);
- Preencha o espaço vazio com enchimentos macios. Lembre-se de forrar bem o fundo da caixa, para que eventuais impactos no transporte não provoquem ruptura do frasco. Recomenda-se usar material absorvente, como papel toalha, jornal, tapete higiênico para cães e gatos, dentro outros;
- Coloque a solicitação em um saco plástico no interior da caixa;
- Embrulhe a caixa em papel pardo;
- Envie o pacote para:
CAIP – Centro Avançado de Imagem e Patologia Veterinária Ltda.
Rua Luiza Grinalda, 550 - Lj 04
Vila Velha – ES
CEP: 29.100-240
ACONDICIONAMENTO DE AMOSTRAS PARA ENVIO À DISTÂNCIA – CITOLÓGICO ou LÂMINAS HISTOPATOLÓGICAS PARA PARACER
- Acondicione porta lâminas em uma caixa resistente (pode-se usar caixas de papelão firme ou mesmo de isopor);
- Preencha o espaço vazio com enchimentos macios. Lembre-se de forrar bem o fundo da caixa, para que eventuais impactos no transporte não produzam quebra das lâminas. Recomenda-se fazer uso de material macio como, papel toalha, jornal, flocos de isopor, dentre outros;
- Coloque a ficha de solicitação preenchida junto com o material na caixa;
- Embrulhe a caixa em papel pardo;
Envie o pacote para:
CAIP – Centro Avançado de Imagem e Patologia Veterinária Ltda.
Rua Luiza Grinalda, 550 - Lj 04
Vila Velha – ES
CEP: 29.100-240
Atenção! Tome cuidado para não haver contaminação de vapores de formol em lâminas para citologia, o que inviabiliza o exame citológico.
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